Segundo relatório, será permitido o uso da inteligência artificial como um recurso didático e de apoio à aprendizagem, mas com supervisão de profissionais de educação.
Uma comissão do Conselho Nacional de Educação está preparando regras para o uso da inteligência artificial por professores, escolas e universidades. A intenção é votar o texto em março.
Na falta de uma regra definida, algumas instituições de ensino estão proibindo o uso da inteligência artificial, e outras liberando para produção de textos, pesquisas. Essa inovação tecnológica no processo pedagógico exige responsabilidade, transparência e limites. O tema vem sendo debatido há um ano e meio por educadores e especialistas em tecnologia em busca de um caminho para o uso adequado da ferramenta.
O texto que regulamenta a IA nas escolas e universidades deverá ser votado dia 16 de março pela comissão que trata do assunto no Conselho Nacional de Educação. Segundo o relatório, será permitido o uso da inteligência artificial como um recurso didático e de apoio à aprendizagem, mas com supervisão de profissionais de educação. A inteligência artificial:
- poderá ser usada por professores e deverá estar no currículo dos alunos do ensino superior;
- em correções de avaliações objetivas – de múltipla escolha, certo ou errado;
- mas é proibido usar a IA para corrigir, de forma automatizada, avaliações dissertativas, como redações, ou formativas, aquelas que avaliam o processo de aprendizagem;
- o uso será permitido também para apoio à produção de materiais didáticos, como traduções e produção de recursos digitais — sempre com a supervisão de professores.
O texto prevê que o professor precisa identificar de forma clara e acessível quando usar um material pedagógico produzido por IA. Ou seja, esse conteúdo não pode ser apresentado como se tivesse sido produzido por um humano.
Depois de aprovado, o texto ainda vai passar por uma consulta pública. Os professores são fundamentais no processo.


